Como desdobramento do  evento Liderança Feminista em defesa da justiça climática: um diálogo interseccional além fronteiras, organizado pela CEPIA em parceria com a WLP, no Fórum Paralelo de ONGs da Comissão do Status da Mulher (CSW 66), cada uma(um) das(os) expositoras(es) foi convidada(o) a responder a uma das perguntas recebidas pelo chat durante o evento que estão sendo publicadas nas mídias sociais da CEPIA e da WLP.
A primeira convidada foi Selma Dealdina, liderança na luta quilombola e antirracista, que falou sobre o enfrentamento do racismo ambiental. O depoimento de Selma, transcrito abaixo também está em nossas mídias sociais Cepia Cidadania.
“As mulheres quilombolas já fazem a luta de enfrentamento ao racismo ambiental.
A permanência dessas mulheres, desses homens que compõem esse campesinato negro, esse campesinato quilombola, já é reflexo do nosso enfrentamento ao racismo ambiental. Os nossos territórios são os territórios mais visados, são os territórios mais procurados, são os territórios em disputa pelo capital para a implementação dos seus projetos de desenvolvimento, de seus projetos de expansão agrícolas, que exclui esses corpos que historicamente e ancestralmente já ocupam esses territórios.
A nossa luta é todo dia, inclusive com sacrifício de perder algumas vidas para o enfrentamento ao grande latifúndio,ao grande processo do racismo ambiental tão forte e tão presente nos territórios quilombolas.”
Para assistir ao evento Liderança Feminista em defesa da justiça climática: um diálogo interseccional além fronteiras, acesse https://www.youtube.com/watch?v=S7S6X50NjNQ