A Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Mulheres (CIM), divulgou o documento “COVID-19 na vida das mulheres: razões para reconhecer impactos diferenciados”.  O documento, que responde às necessidades que a CIM levantou de reuniões com os Ministros e Altas Autoridades de Gênero, Peritos do Mecanismo de Acompanhamento da Convenção de Belém do Pará (MESECVI) e organizações de mulheres, oferece um amplo panorama  dos impactos diferenciados sobre as mulheres, prestando atenção especial aos grupos mais vulneráveis.  Também propõe linhas para o desenho de ações e políticas públicas baseadas no princípio da igualdade e não discriminação das mulheres e na necessidade de implementar medidas de ação afirmativa.

“As pessoas mais vulneráveis, e especialmente as mulheres, estão recebendo o maior impacto durante a crise do COVID-19, que também aprofunda as desigualdades de gênero existentes.  O guia elaborado pela CIM permitirá aos Estados membros da OEA formular políticas públicas para responder à pandemia a partir das necessidades específicas de metade da população”, afirmou o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

“É urgente que as necessidades das mulheres façam parte das análises, diagnósticos e políticas implementadas em face da crise, como requisito para que sejam adequadas, eficazes e sustentáveis, e para fortalecer a liderança das mulheres em tempos de crise.  Porque não podemos permitir que haja qualquer revés nos direitos conquistados pelas mulheres em todas as áreas”, afirmou a secretária executiva da CIM, Alejandra Mora Mora.

Devido à alta concentração de mulheres nos setores afetados pela crise, o texto enfoca a importância da participação igualitária das mulheres na tomada de decisões;  a escalada da violência contra as mulheres devido ao confinamento;  a exacerbação da crise do cuidado;  as necessidades específicas dos serviços de saúde e o risco de aprofundar a pobreza e a dependência das mulheres sem renda própria.

A CIM/OEA é o principal fórum político da região para o reconhecimento dos direitos humanos da mulher e da igualdade de gênero.  Desde sua criação em 1928, a CIM tem desempenhado um papel predominante e estratégico na promoção dos direitos da mulher no hemisfério.

O documento está disponível em espanhol e inglês.

Fonte: OAE

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